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9月27日

ENTREVISTA COM O DIRETOR OTTO GUERRA

DSC00160Wood cartazOtto Guerra é o diretor do filme do momento: “Wood & Stock – Sexo, Orêgano e Rock’n’Roll”. Esteve apresentando o seu filme pela ARSA – Associação de Cinema Redrum Studios & Art no dia 19/09/2007, na sala Curto Arte, em Dois Irmãos. Confira na entrevista abaixo um pouco do que foi o debate depois do filme Wood & Stoc

ARSA  - Tu sempre gostou muito de desenhar? 
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Otto: Com certeza, sempre desenhei muito, durante a aula e em todos os lugares.Minha mãe uma época achou que eu era doente de tanto desenhar, e ligou para um psiquiatra.

ARSA – E falando na tua mãe, ela te apoiou no início da tua carreira?

Otto: Não, ela queria que eu tivesse uma “profissão”, como a do meu irmão, que era médico. Ele estava ganhando bastante dinheiro, já com 20 e poucos anos, e isso para a minha mãe era o que importava.

Até que eu comecei a trabalhar com comerciais, e peguei a conta do Záfari. Daí, era R$ 15.000,00 por comercial e eu comecei a ganhar mais do que o meu irmão.

ARSA – Tua família é de origem humilde?

Otto: Que nada, eu era burguesinho, criado em escola particular.

ARSA – A idéia de fazer um filme com os personagens do Angeli veio quando?

Otto: Nossa, há anos...desde 1997, fazer um filme não é fácil, levou todo esse tempo para conseguir incentivo para captar.

ARSA – E o seu nome, “Otto”, vem da onde?

Otto: Na minha família, em uma geração se é Felix, e na outra Otto. Meu pai é Félix, eu sou Otto, se eu tiver um filho vai ter que ser Félix!hehehe!

ARSA - Me falaram que tu moras no teu estúdio, é em um colchãozinho do lado da tua mesa de escritório?

Otto: Não é bem assim, mas as pessoas cansam de ligar lá para o estúdio e ouvir da minha secretária: “O Otto está dormindo agora”.

ARSA - E essa tua fama de boêmio, tem sentido?

Otto: Ah, gosto mesmo de beber. Acredito que o álcool é um lubrificante social. Sou extremamente tímido, não estaria falando na boa contigo se eu não estivesse bêbado. Na verdade eu sou meramente um bêbado. As pessoas é que se emocionam quando me vêem.

Uma vez eu estava no Rio de Janeiro e um rapaz ficou me olhando, mudo, fascinado.

Perguntei o que era, e ele disse: “Nossa, tu és o Otto Guerra”.